Guia pilar · Cores da coleta seletiva

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Cores da Coleta Seletiva: Guia Completo do Brasil

O guia definitivo das cores da coleta seletiva: legislação, tabela de cores, guia por material, variações municipais, sinalização e containers coloridos para condomínios e empresas.

Leitura ~16 min 25 FAQ Ver tabela

Guia das cores da coleta seletiva

Guia pilar sobre codificação por cores na coleta seletiva brasileira — azul, vermelho, verde, amarelo, marrom e cinza. Complementa coleta seletiva, lixeiras para coleta seletiva e containers.

Quais são as cores da coleta seletiva?

As cores da coleta seletiva identificam cada fluxo de resíduo: azul (papel), vermelho (plástico), verde (vidro), amarelo (metal), marrom (orgânico) e cinza (rejeito). Confirme exceções do seu município.

Qual a cor do papel?

A lixeira azul recebe papel e papelão secos e limpos — jornais, revistas, caixas de e-commerce e papel de escritório. Papel engordurado, higiênico e molhado vão ao rejeito (cinza).

Qual a cor do plástico?

No padrão mais difundido no Brasil, a lixeira vermelha recebe plástico rígido pós-consumo — garrafas PET, potes e embalagens limpas. Alguns municípios usam amarelo para plástico; consulte a prefeitura.

Qual a cor do vidro?

A lixeira verde recebe garrafas, potes e frascos de vidro comuns. Louças, espelhos, vidros temperados e lâmpadas não entram neste fluxo — vão ao rejeito ou a pontos específicos.

Qual a cor do metal?

A lixeira amarela recebe latas de alumínio, latas de aço e tampas metálicas. Pilhas, baterias e eletrônicos exigem logística reversa — não vão ao fluxo doméstico de metal.

O que vai em cada cor?

Azul: papel seco. Vermelho: plástico limpo. Verde: vidro comum. Amarelo: metal. Marrom: orgânico (se houver coleta). Cinza: rejeito — fraldas, absorventes, espuma. Cores laranja, branca e roxa são para fluxos especiais (perigosos, hospitalar, radioativos).

Introdução: o que são as cores da coleta seletiva

As cores da coleta seletiva formam um sistema de identificação visual que orienta moradores, colaboradores e equipes de limpeza na segregação de resíduos. Cada tonalidade corresponde a um tipo de material — papel, plástico, vidro, metal, orgânico ou rejeito — permitindo escolher a lixeira colorida ou o container colorido correto em segundos.

Por que existem: sem padronização, recicláveis contaminados vão ao aterro e a triagem fica inviável. A cor funciona como linguagem universal — independente de idioma ou nível de escolaridade — e reduz erro em condomínios, empresas e escolas com alto turnover de pessoas.

Como ajudam na reciclagem: material limpo e segregado na origem chega à cooperativa ou central de triagem com valor de mercado. Um lote de papelão seco (OCC) vale mais que papel misturado com pizza; PET limpo vira garrafa rPET. A cor é o primeiro elo da cadeia descrita em como funciona a reciclagem.

Benefícios para usuários: descarte intuitivo, menos dúvida na cozinha ou no escritório, contribuição visível para sustentabilidade e conformidade com regras do condomínio ou empresa.

Benefícios para empresas: redução de rejeito e custo de aterro, indicadores para relatórios ESG, conformidade com PGRS e vantagem em licitações. Este guia é o hub nacional da Aglobal sobre tabela de cores — complementa coleta seletiva, containers e economia circular.

História das cores da coleta seletiva

A codificação por cores não nasceu no Brasil — evoluiu de experiências internacionais de reciclagem pós-consumo e foi adaptada à realidade municipal brasileira a partir dos anos 1990.

Origem internacional: países da UE e EUA adotaram esquemas de cores desde as décadas de 1970–1980, impulsionados por crises de petróleo e pressão ambiental. Alemanha e Holanda foram referências em coleta porta a porta com recipientes codificados.

Evolução no Brasil: campanhas municipais (Curitiba, São Paulo, Porto Alegre) popularizaram lixeiras coloridas. A PNRS (2010) reforçou segregação na fonte. Normas ABNT e resoluções CONAMA consolidaram referências técnicas — sem unificar 100% das cores em todo o território.

Influência da reciclagem: quanto mais madura a cadeia de recicláveis (papelão, PET, alumínio), maior a pressão por padronização — cooperativas e recicladores pagam mais por material limpo e identificado.

Legislação sobre as cores da coleta seletiva

No Brasil, as cores da coleta seletiva não são definidas por uma única lei federal com tabela obrigatória nacional — há camadas de norma técnica, resolução ambiental e regulamento municipal. Entender a diferença entre norma e legislação evita multas, equipamentos incompatíveis e falhas em auditorias ambientais.

A PNRS (Lei 12.305/2010) estabelece que geradores devem segregar resíduos conforme diretrizes dos planos municipais e que a hierarquia prioriza não geração, redução, reutilização e reciclagem. A cor é o instrumento prático que materializa essa segregação no dia a dia — em casa, no escritório e na garagem do condomínio.

InstrumentoTipoO que estabeleceObrigatoriedade
PNRS (Lei 12.305/2010)LegislaçãoHierarquia de resíduos, segregação, responsabilidade compartilhadaFederal — todos os geradores
CONAMA 275/2001ResoluçãoPlano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos SólidosMunicípios — implementação gradual
ABNT NBR 13221Norma técnicaColeta seletiva — requisitos e procedimentosVoluntária — referência técnica
ABNT NBR 10004Norma técnicaClassificação de resíduos (classes I e II)Obrigatória para perigosos/indústria
Regulamento municipalLegislação localCores efetivas, frequência de coleta, ecopontosVaria por cidade — consultar prefeitura

Norma vs. legislação: ABNT orienta boa prática; PNRS e leis municipais podem exigir ação. Responsabilidade dos municípios: definir como a coleta porta a porta ou ecopontos operam — inclusive se orgânico (marrom) existe. Grandes geradores (empresas, condomínios, shoppings) devem seguir o plano municipal e manter documentação de destinação.

Como funciona a padronização por cores

A sinalização da coleta seletiva conecta geração ao destino final — cada etapa depende da cor correta na etapa anterior.

1Identificação visual

Cor no corpo ou tampa da lixeira

2Segregação

Usuário descarta no fluxo certo

3Logística interna

Consolidação em área de resíduos

4Coleta

Operador retira por cor ou misto segregado

5Triagem

Cooperativa remove contaminantes

6Reciclagem

Indústria transforma em insumo

6 etapas · Da lixeira colorida à matéria-prima secundária

O padrão nacional mais adotado consolidou-se via normas técnicas, campanhas municipais e diretrizes da PNRS. Este hub reúne a tabela de cores completa e guias por material.

Tabela completa de cores da coleta seletiva

Cor Material Significado Exemplos permitidos Não descartar Erro frequente
Azul Papel e papelão Celulose reciclável Jornais, revistas, caixas limpas Papel engordurado, higiênico Caixa de pizza no azul
Vermelho Plástico Polímeros pós-consumo PET, embalagens plásticas limpas Plástico sujo de óleo Sacola suja misturada
Verde Vidro Frascos recicláveis Garrafas, potes de vidro Louças, espelhos, lâmpadas Tampa metálica dentro do vidro
Amarelo Metal Alumínio e aço Latas, tampas metálicas Pilhas, eletrônicos Lata com líquido
Marrom Orgânico Compostável Cascas, restos de comida Fraldas, madeira tratada Orgânico no rejeito
Cinza / Preto Rejeito Não reciclável Fraldas, absorventes, espuma Reciclável limpo Reciclável no cinza por conveniência
Laranja* Resíduos perigosos Risco ambiental Conforme norma local Mistura com reciclável Descarte comum de químicos
Branco* Resíduos hospitalares RSSU (saúde) Grupo A leve em hospitais Reciclável doméstico Misturar RSS com coleta comum
Preto / neutro* Madeira Rejeito ou reciclador Pallet sem tratamento Madeira pintada no orgânico Madeira tratada no marrom
Roxa* Resíduos radioativos CNEN / radioproteção Fontes licenciadas Coleta doméstica Descarte em lixo comum

*Cores especiais variam por município e segmento (saúde, indústria). Não use o padrão doméstico para resíduos perigosos ou hospitalares.

Quiz

Você sabe identificar as cores?

Teste seu conhecimento — escolha a cor correta para cada resíduo. Ideal para treinamentos e assembleias de condomínio.

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Onde descartar:

Lixeira azul — papel e papelão

A lixeira azul identifica o fluxo de celulose reciclável na coleta seletiva — um dos quatro recicláveis clássicos junto com plástico, metal e vidro. Em condomínios e empresas, o fluxo azul costuma ser o segundo maior em volume após o rejeito. Guia dedicado: lixeira azul — papel.

Tipos de papel aceitos

Jornal, revista, encarte, papelão ondulado (OCC), papel A4, envelopes sem janela plástica, caixas de cereais e produtos secos, embalagens de e-commerce limpas.

O que pode e o que não pode

Pode: material seco, sem restos de comida ou óleo. Não pode: caixa de pizza, papel higiênico, guardanapos sujos, papel plastificado ou com revestimento, papel térmico (cupom fiscal — confirme no município), papel molhado.

Exemplos práticos

Correto: caixa de e-commerce desmontada e seca no hall do condomínio. Correto: arquivo morto de empresa em saco de papel no container azul de 660L. Incorreto: sacola de fast food com papel engordurado.

Erros comuns

Pizza no azul — contamina toneladas de papelão na triagem. Papel molhado após chuva no container externo sem tampa. Misturar papel higiênico com jornais. Container transbordando — usuários jogam no cinza.

Como preparar

Desmonte caixas para economizar espaço, mantenha em local coberto, retire fitas adesivas grossas quando possível, separe plastificados ao rejeito.

Produtos reciclados e decomposição

Papelão vira nova caixa ou papel reciclado. Reciclar uma tonelada de papel poupa árvores e reduz consumo de água na fabricação. Papel no aterro leva décadas para se degradar e gera metano.

Lixeira vermelha — plástico

A lixeira vermelha recebe polímeros rígidos pós-consumo no padrão mais difundido no Brasil. O plástico representa parcela crescente do lixo urbano — garrafas, embalagens e potes bem segregados alimentam indústria de rPET e PEAD. Guia: lixeira vermelha — plástico. Em alguns municípios o plástico é amarelo — veja variações municipais.

Tipos de plástico

PET (garrafa de bebida), PEAD (tampas, potes de higiene), embalagens rígidas de limpeza vazias, potes de margarina limpos. Filmes plásticos e sacolas finas: confirme se o município aceita — muitos não reciclam na coleta doméstica.

O que pode e o que não pode

Pode: embalagens plásticas limpas e secas. Não pode: plástico sujo de óleo, isopor contaminado, embalagens com restos de alimento, canudos, embalagens multimaterial sem reciclador (ex.: alguns sachês).

Exemplos e erros comuns

Correto: garrafa PET enxaguada e amassada. Incorreto: marmita engordurada no vermelho. Incorreto: brinquedo de PVC sem orientação municipal. Incorreto: isopor de delivery no vermelho quando a cidade não coleta EPS.

Como preparar

Enxágue levemente, esvazie completamente, amasse garrafas para reduzir volume. Retire tampas se o município pedir separação por polímero.

Produtos reciclados e decomposição

PET vira garrafa rPET, fibra têxtil ou embalagem nova. PEAD vira tubos, vassouras e peças técnicas. Plástico comum leva 100–400 anos para se degradar no ambiente — reciclagem reduz dependência de petróleo virgem.

Lixeira verde — vidro

A lixeira verde concentra frascos de vidro soda-cálcico — material 100% reciclável sem perda de qualidade. O vidro é pesado: planeje containers reforçados e coleta menos frequente que papel. Guia: lixeira verde — vidro.

Tipos de vidro aceitos

Garrafas de bebida (água, refrigerante, cerveja, vinho), potes de conserva, frascos de perfume sem borrifador metálico complexo, vidro transparente, verde ou âmbar de embalagem.

O que pode e o que não pode

Pode: vidro de embalagem comum. Não pode: louças, espelhos, vidros temperados (automotivo, box), lâmpadas, cerâmica, cristal com chumbo.

Exemplos e erros comuns

Correto: garrafa de vinho sem rolha de cortiça (cortiça pode ir ao marrom se houver coleta). Erro: prato quebrado no verde — contamina o lote com cerâmica. Erro: deixar tampa de metal dentro da garrafa — retire e leve ao amarelo.

Como preparar

Esvazie completamente, retire tampas metálicas, evite quebrar propositalmente — vidro quebrado exige cuidado com catadores e equipes de limpeza.

Produtos reciclados e decomposição

Vidro é derretido e moldado em novas garrafas indefinidamente. No ambiente natural, pode levar mais de 1 milhão de anos para se degradar — reciclagem poupa areia, soda e energia no forno.

Lixeira amarela — metal

A lixeira amarela recebe alumínio e aço leve no padrão nacional mais comum. O Brasil tem uma das melhores taxas de reciclagem de alumínio do mundo — lata para lata em semanas. Guia: lixeira amarela — metal.

Tipos de metal

Latas de alumínio (refrigerante, cerveja, energético), latas de aço (conservas, tintas vazias conforme norma), tampas metálicas, folhas de alumínio limpas amassadas em bola maior que uma bola de gude.

O que pode e o que não pode

Pode: metal de embalagem vazio e seco. Não pode: pilhas, baterias, eletrônicos, aerosóis cheios, ferragens industriais, panelas inteiras (confirme reciclador).

Exemplos e erros comuns

Correto: lata de alumínio amassada. Incorreto: lata com líquido — contamina e adiciona peso. Incorreto: celular ou carregador no amarelo — use logística reversa.

Como preparar

Esvazie, amasse latas de alumínio para reduzir volume, separe tampas pequenas em lata maior amassada para não se perderem na triagem.

Produtos reciclados e decomposição

Alumínio vira lata nova com economia de ~95% de energia versus primário. Metal no aterro praticamente não se degrada em escala humana — permanece como resíduo sólido por séculos.

Lixeira marrom — orgânicos

A lixeira marrom recebe resíduos biodegradáveis quando há coleta de orgânicos municipal ou compostagem no local. Sem coleta marrom, o orgânico vai ao cinza — perdendo valor de compostagem. Guia: lixeira marrom — orgânicos.

Tipos de orgânico

Cascas de fruta e legume, restos de preparo de alimentos, borra de café e chá, bagaço, restos de jardim e podas leves (confirme limite de volume no município).

O que pode e o que não pode

Pode: resíduos alimentares e vegetais compostáveis. Não pode: fraldas, madeira tratada ou pintada, óleo de cozinha (programa específico), embalagens plásticas, vidro.

Exemplos e erros comuns

Correto: casca de banana no marrom com coleta diária no restaurante. Erro: orgânico no cinza quando há coleta marrom — perde compostagem e gera metano no aterro. Erro: sacola plástica dentro do orgânico — contamina composto.

Como preparar

Use saco biodegradável se exigido pelo operador, esvazie diariamente, mantenha tampa fechada para controlar odor, pragas e moscas — crítico em shoppings e condomínios.

Compostagem e decomposição

Orgânico vira adubo ou biogás em usinas de compostagem. Em aterro anaeróbico, decompõe gerando metano (GEE). Compostagem controlada: semanas a poucos meses.

Lixeira cinza — rejeitos

A lixeira cinza (ou preta) concentra o que não tem reciclagem ou compostagem viável localmente. É o fluxo mais caro — vai a aterro licenciado. Guia: lixeira cinza — rejeitos.

O que é rejeito

Material sem destino técnico-econômico na cadeia local. Rejeito não é “qualquer lixo” — reciclável limpo nunca deve ir ao cinza por conveniência.

O que pode e o que não pode

Pode: fraldas, absorventes, espuma, cerâmica quebrada, papel higiênico, bitucas (confirme), embalagens complexas sem reciclador, isopor quando não há coleta de EPS. Não pode: PET, papel, metal, vidro limpos — desperdiça matéria-prima e aumenta custo de aterro desnecessariamente.

Exemplos e erros comuns

Erro mais grave: garrafa PET no cinza “por preguiça”. Erro: misturar reciclável contaminado em vez de limpar e segregar. Erro: eletrônico no cinza — exige logística reversa.

Como reduzir o volume de rejeito

Segregue corretamente nas outras cores, reduza embalagens na compra, reutilize sacolas e potes. Menos rejeito = menor taxa de coleta em condomínios com contrato por volume.

Destino e decomposição

Aterro licenciado ou tratamento energético em último caso. Fraldas e plásticos: séculos. Meta de programas maduros: reduzir % de rejeito aumentando taxa de reciclagem e orgânico.

Cores especiais da coleta seletiva

Além das seis cores domésticas, programas específicos usam tonalidades para resíduos regulados — nunca misturar com coleta doméstica.

  • Laranja — resíduos perigosos (químicos, tintas, solventes). Guia laranja
  • Branca — resíduos de serviços de saúde (RSS). Guia branca
  • Preta — madeira e restos de poda em alguns programas. Guia preta
  • Roxa — fontes radioativas (CNEN). Guia roxa
  • Rosa, bege, azul escuro — campanhas locais (ex.: copos, vidro âmbar, papel premium). Sempre consulte o município

Qual a cor do isopor? Geralmente rejeito (cinza) ou coleta especial — poucos municípios reciclam EPS na coleta doméstica. Eletrônicos: logística reversa, não lixeira colorida. Óleo de cozinha: ponto de coleta específico — nunca no ralo ou orgânico.

Variações entre municípios

A principal divergência nacional é a inversão vermelho × amarelo entre plástico e metal. Alguns municípios agrupam plástico e metal em fluxo único.

Município / padrãoPlásticoMetalObservação
Padrão mais difundidoVermelhoAmareloCampanhas nacionais e ABNT
São Paulo (capital)VermelhoAmareloConfirmar com Ecourbis / prefeitura
Algumas cidades do RSAmareloVermelhoInversão histórica
Fluxo unificadoAmarelo (plástico + metal)Triagem na central

Como identificar: site da prefeitura, ecoponto, adesivo da concessionária. Boas práticas: replique o padrão local nas lixeiras internas e nos containers de 660 litros — inconsistência gera contaminação.

Comparador de padrões municipais

Como implantar corretamente as cores

A implantação das lixeiras coloridas segue lógica comum a todos os segmentos: confirmar padrão local → mapear geração → equipar → treinar → monitorar. Detalhes em como implantar coleta seletiva.

Condomínios

Aprovação em assembleia com orçamento de lixeiras e containers. Diagnóstico de 14 dias estimando volume por fluxo. Instalação de kit colorido nos andares e containers de 240–660L na garagem. Campanha de 90 dias com síndico e zelador como multiplicadores. Contrato com cooperativa ou operador licenciado. Guia condomínios.

Empresas e indústrias

Integrar ao PGRS e metas ESG. Lixeiras por setor (produção, escritório, refeitório). Containers na doca para papelão e plástico de embalagem. Treinamento em onboarding e NR. Indicadores mensais de kg por cor. Guia empresas.

Escolas

Lixeiras pedagógicas com pictogramas grandes. Concurso entre turmas por menor contaminação. Integração à educação ambiental no currículo. Orgânico do refeitório em marrom com coleta diária.

Hospitais

Fluxo branco (RSS) rigorosamente apartado — nunca misturar com reciclável doméstico. Áreas administrativas podem ter lixeiras coloridas para papel e plástico limpos. Treinamento contínuo de enfermagem conforme RDC 222/2018.

Shoppings e restaurantes

Doca de carga com containers por fluxo. Praça de alimentação: marrom diário obrigatório. Restaurantes: óleo em ponto específico, nunca no orgânico. Shoppings integram metas do condomínio de lojas em relatório ESG único.

Checklist

Checklist de implantação das cores

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    Como escolher lixeiras por cor

    Material: PEAD ou polipropileno para uso intenso; aço inox em áreas gourmet premium. Capacidade: 12–15L banheiro/copa; 30–50L hall; 50–100L refeitório. Quantidade: uma lixeira por fluxo ativo no ponto de geração. Local: próximo à fonte do resíduo, longe de calor e umidade. Sinalização: cor no corpo + adesivo com pictograma e texto. Catálogo: lixeiras para coleta seletiva.

    Como escolher containers coloridos

    Dimensione pelo volume semanal de cada fluxo:

    • 120L — comércio pequeno, poucas unidades
    • 240L — condomínio pequeno, padaria
    • 360L — intermediário, doca de loja
    • 660L — condomínio médio, empresa container 660L
    • 1000L — alto volume, indústria, shopping container 1000L

    Use container PEAD pigmentado na cor do fluxo — mesma cor da lixeira interna. Guia: container para coleta seletiva.

    Sinalização da coleta seletiva

    A sinalização da coleta seletiva reforça a cor com comunicação visual clara — essencial em ambientes com visitantes, turnover alto ou múltiplos idiomas. Cor sozinha não basta quando adesivos desbotam ou usuários são daltônicos.

    Elementos de sinalização

    • Adesivos — pictograma + nome do material em português na tampa e no frontal
    • Pictogramas — garrafa (plástico), jornal (papel), lata (metal), frasco (vidro)
    • Etiquetas — “Papel e papelão — seco e limpo” reduz dúvida
    • Placas e totens — garagem e área de resíduos com mapa das cores
    • Comunicação visual — murais, QR code para este guia, vídeo curto em assembleia

    Exemplos de mensagens eficazes

    Azul: “Papel seco · Não: pizza, higiênico”. Vermelho: “Plástico limpo · Enxágue garrafas”. Verde: “Só vidro de embalagem · Não: louça”. Cinza: “Rejeito · Fraldas, absorventes, espuma”.

    Renove adesivos a cada 2–3 anos — sol e chuva desbotam cores e pictogramas. Ao trocar adesivo, nunca mude a cor do container sem atualizar toda a sinalização do edifício.

    Principais erros na utilização das cores

    • Misturar resíduos — pizza no azul, plástico no verde
    • Trocar adesivos — container azul com adesivo de plástico
    • Usar cores erradas — comprar vermelho onde o município usa amarelo para plástico
    • Não identificar — lixeira cinza sem rótulo vira “lixo geral”
    • Misturar recicláveis no rejeito — desperdício e custo

    Como reduzir contaminação

    Educação: campanhas contínuas, não só lançamento. Treinamentos: zeladoria, limpeza, novos moradores. Inspeções: auditoria semanal na área de resíduos. Indicadores: % de contaminação por fluxo, meta < 10%. Material limpo = maior valor para materiais recicláveis; sujo vira rejeito — veja materiais não recicláveis.

    Jogo

    Associe o resíduo à lixeira correta

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    Exemplos reais de implantação

    Condomínio — Belo Horizonte (80 unidades)

    Problema: lixeiras genéricas, 95% rejeito. Solução: kit 6 cores nos andares + 4 containers na garagem + cartilha. Resultado: 32% desvio de aterro em 8 meses.

    Empresa de logística — SP

    Problema: papelão misturado ao rejeito. Solução: container azul 1000L na doca + prensa. Resultado: venda de OCC, redução de 40% no volume de rejeito.

    Shopping — Curitiba

    Problema: praça sem orgânico separado. Solução: marrom diário + treinamento de lojistas. Resultado: eliminação de multas sanitárias; meta ESG atingida.

    Hospital — RJ

    Problema: RSS misturado a reciclável. Solução: fluxo branco apartado + reciclável comum em lixeiras coloridas na administração. Resultado: 18% redução no custo de tratamento de infectante.

    Escola municipal — interior

    Problema: alunos não separavam. Solução: lixeiras coloridas pedagógicas + concurso entre turmas. Resultado: 45% de reciclável recuperado no refeitório.

    Lixeiras e containers por cor

    Mantenha a mesma cor na lixeira interna (12 a 100 litros) e no container para reciclagem externo (660 ou 1000 litros). Conjuntos modulares de duas a seis lixeiras funcionam em halls e refeitórios; containers PEAD pigmentados na garagem consolidam o volume. Detalhes: guia de containers.

    Mapa do cluster de cores (satélites)

    Guias dedicados por tonalidade:

    Perguntas frequentes

    Quais cores usar na coleta seletiva?

    Azul (papel), vermelho (plástico), verde (vidro), amarelo (metal), marrom (orgânico) e cinza (rejeito). Confirme exceções do município — algumas cidades invertem vermelho e amarelo.

    Quem criou as cores da coleta seletiva?

    Não há um único autor — o sistema evoluiu de campanhas internacionais (décadas de 1970) e foi adaptado no Brasil por municípios como Curitiba e São Paulo, com referências ABNT e PNRS.

    As cores são obrigatórias?

    A PNRS exige segregação, mas a cor exata é definida pelo regulamento municipal ou política interna do gerador. Normas ABNT são referência técnica voluntária.

    Todos os municípios usam as mesmas cores?

    Não. A principal variação é vermelho/amarelo entre plástico e metal; alguns agrupam plástico e metal em fluxo único. Consulte a prefeitura.

    Qual a diferença entre CONAMA e ABNT?

    CONAMA e PNRS são instrumentos legais/ambientais; ABNT publica normas técnicas voluntárias (ex.: NBR 13221) que orientam boas práticas de coleta seletiva.

    Qual a cor do papel?

    Azul — lixeira azul para papel e papelão secos e limpos.

    Qual a cor do plástico?

    No padrão mais difundido, vermelho. Alguns municípios usam amarelo para plástico.

    Qual a cor do vidro?

    Verde — garrafas, potes e frascos de vidro comum. Louças e espelhos não entram.

    Qual a cor do metal?

    Amarelo no padrão mais comum — latas de alumínio e aço. Pilhas e eletrônicos vão à logística reversa.

    Qual a cor do isopor?

    Geralmente rejeito (cinza) ou coleta especial — poucos municípios reciclam EPS na coleta doméstica.

    Qual a cor dos eletrônicos?

    Não há lixeira doméstica — use pontos de logística reversa (lojas, ecopontos) conforme PNRS.

    Qual a cor do óleo de cozinha?

    Ponto de coleta específico municipal — nunca no ralo, orgânico ou reciclável.

    Como identificar resíduos especiais?

    Perigosos: laranja. Hospitalar: branco. Radioativos: roxo (CNEN). Madeira: preto ou rejeito. Sempre fluxo apartado.

    Por que a lixeira azul é para papel?

    O azul identifica celulose reciclável — jornais, revistas e papelão seco — facilitando segregação na origem.

    Vermelho é plástico ou metal?

    Depende do município. O padrão mais difundido: vermelho = plástico, amarelo = metal.

    O que não pode ir na lixeira verde?

    Louças, espelhos, vidros temperados e lâmpadas — apenas garrafas e potes de vidro comum.

    Orgânico vai em qual cor?

    Marrom, quando o município coleta orgânicos. Sem coleta, compostagem interna ou rejeito conforme orientação local.

    Qual a diferença entre rejeito e reciclável?

    Reciclável pode ser reprocessado industrialmente; rejeito não tem destino viável localmente — fraldas, absorventes, espuma.

    Posso usar adesivo em vez de lixeira colorida?

    Adesivos complementam, mas cor de fábrica no corpo ou tampa é mais durável e reconhecível.

    Containers externos seguem as mesmas cores?

    Sim. Containers 240L a 1000L devem replicar as cores das lixeiras internas.

    O que são cores especiais laranja e branca?

    Laranja: resíduos perigosos. Branco: resíduos hospitalares. Sistemas apartados da coleta doméstica.

    Como reduzir contaminação dos recicláveis?

    Educação contínua, treinamento, inspeções na área de resíduos e meta de contaminação abaixo de 10%.

    Como implantar cores em condomínio?

    Assembleia, diagnóstico, lixeiras por andar, containers na garagem, campanha e contrato com cooperativa.

    Qual capacidade de container usar?

    120–240L comércio pequeno; 660L condomínio médio; 1000L alto volume industrial ou shopping.

    Onde comprar lixeiras e containers coloridos?

    A Aglobal Distribuidora oferece lixeiras e containers codificados por cor com entrega nacional.