Coleta seletiva como plataforma educacional


Publicado em 28/10/2015

“Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Em se tratando de lixo, para que a transformação não fique apenas no campo da Química, muitas escolas já possuem a educação ambiental na grade curricular, sendo a coleta seletiva como uma das práticas pedagógica. O laboratório dessa disciplina está nos corredores: latas de lixo coloridas sinalizam que a coleta seletiva está sendo feita. O ensino ambiental deve ir além de ensinar qual tipo de lixo deve ser jogado na lixeira de cor vermelha. O incentivo a hábitos e comportamentos como, por exemplo, evitar o desperdício, pensar no problema lixo em seu ciclo total e não apenas resumir essa preocupação na coleta seletiva deve estar na lista de chamada dos professores.

Começa-se, então, um ciclo vicioso. Assim como o aluno leva para casa a tarefa escolar, o mesmo aconteceria com a prática da coleta seletiva ensinada na sala de aula. A explicação da importância em separar o lixo, tanto do ponto de vista ambiental como econômico, possibilita a modificação de atitudes e práticas pessoais para além dos portões da escola. Cedo ou tarde, a nota dez em coleta seletiva estará no boletim de toda a comunidade. Para isso, a separação do lixo torna-se uma ação educativa que não se deve limitar apenas ao ambiente escolar. Investir em uma mudança de mentalidade requer manter elo com a nova consciência ambiental fora da sala de aula. 

Incentivar compreensão da produção e destino do lixo clareia o entendimento de todo o processo da reciclagem. O desafio está em esclarecer ao aluno que a coleta seletiva apenas o primeiro passo de um longo procedimento. Além de saber que o papel deve ser jogado na lata azul, a coleta seletiva deve instigar o aluno a pensar nos padrões de produção e quanto é valioso o lixo bem destinado.

Boa coleta seletiva pra você.

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