Reciclagem avança com uso de lixeiras para coleta seletiva


Publicado em 28/10/2015

O Brasil produz diariamente cerca de 140.000 toneladas de lixo urbano. Este amontoado enorme de dejetos - que se convencionou chamar de “lixo”- é largamente descartado em “lixões”, nos quais fica exposto a céu aberto.

As sociedades têm buscado alternativas eficazes e custo-efetivas para solucionar o problema, como é o caso da reciclagem, que se consagrou como uma prática segura e eficaz de contenção e transformação do lixo.

A novidade é a utilização de equipamentos organizadores acessíveis, como as Lixeiras para Coleta Seletiva, que multiplicam a possibilidade de êxito da reciclagem.

A prática da reciclagem propõe recuperar a parte do lixo composta por materiais que podem voltar a seu estado original e se transformar em novos produtos. Conforme pesquisa desenvolvida pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), mais de 50% do lixo é composto por materiais que podem ser reutilizados ou reciclados.

Porém, para passar pelo processo, o material não pode estar contaminado. A separação na fonte, por meio da utilização de lixeiras para coleta seletiva, evita a sua contaminação, aumentando seu valor agregado e diminuindo os custos de reciclagem.

Além de favorecer a eficácia do procedimento, o uso da Lixeira para Coleta Seletiva também pode acelerá-lo, pois separa os resíduos não-recicláveis dos recicláveis e ainda pré-seleciona estes últimos segundo os diferentes tipos de resíduo reciclável (vidro, plástico, papel e papelão, ferro, aço e alumínio).

Esta primeira seleção também contribui para a redução do acúmulo progressivo de dejetos em locais não-apropriados, sobretudo dos não degradáveis e dos que têm um ciclo muito grande, como as embalagens plásticas (mais de cem anos para decompor), papéis (de três a seis meses) e vidro (mais de quatro mil anos).

No Brasil, pelo fato de a reciclagem ainda contribuir para a inclusão de muitos desempregados no mundo do trabalho informal, gerando postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem nas camadas mais pobres, a lixeiras para coleta seletiva evita ainda a contaminação destas pessoas - que trabalham na coletagem e, na maioria dos casos, também fazem a classificação dos materiais.

Um trabalho muitas vezes penoso, pesado e sujo. Assim, além de contribuir positivamente para a imagem do governo e da cidade, a coleta seletiva exige um exercício de cidadania, no qual os cidadãos assumem um papel ativo em relação à cidade.

A reciclagem, como se vê, acumula ganhos ambientais, sociais e econômicos, contribuindo para o uso racional dos recursos naturais, para a reposição dos recursos passíveis de re-aproveitamento e para a minimização da quantidade de resíduos que necessita de tratamento final, como aterramento, ou incineração.

No nível doméstico e empresarial, o uso de lixeiras para coleta seletiva é uma forma simples e eficaz de participar efetivamente desta que é uma grande ação a favor da vida e do planeta, e só pode se realizar a partir da contribuição de cada um.



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